Engenharia de Telecomunicações: o guia completo!

Você já se cansou de ouvir as pessoas, principalmente as mais velhas, dizerem que o mundo mudou bastante, que tudo hoje é muito rápido, que a comunicação é muito mais fácil, não é verdade?

Grande parte da responsabilidade por essas mudanças na forma como interagimos com os outros e acessamos informações de todo o planeta, inclusive em tempo real, é dos engenheiros de telecomunicações.

Essa é uma área da Engenharia que está em constante desenvolvimento e deve ser seriamente analisada por quem está em fase de decidir a carreira que vai seguir.

Se você gosta de tecnologia e é ligado em novidades, continue lendo este guia completo, pois ele traz informações para quem deseja saber se Engenharia de Telecomunicações é o curso da sua vida!

O que é Engenharia de Telecomunicações?

A Engenharia de Telecomunicações está presente quando você acorda e liga seu celular para olhar as horas e até para fazer um cursinho online. Pense bem: todas — mas todas mesmo! — as informações e mensagens que trafegam nas redes são gerenciadas e mantidas por engenheiros dessa área.

Para realizar esse trabalho, é preciso ter muito conhecimento de elétrica e eletrônica. A base do curso está na Matemática, Química, Física, Desenho e Informática. Se você é fã dessas disciplinas e tem vontade de trabalhar com sistemas de comunicações, como rádio, TV, telefonia e internet, o curso de Engenharia de Telecomunicações pode ser o seu caminho.

(Atenção: spoiler! Dá uma olhadinha nas matérias que você vai ter no curso, lá embaixo do post! Você vai ficar com vontade de estudar agora!)

O engenheiro dessa área trabalha com acompanhamento de projetos de infraestrutura em redes de telefonia celular, desenvolve sistemas de gerenciamento de informação para projetos de telecomunicações, escolhe equipamentos para redes, realiza medições para posicionar GPSs, além de analisar todo o desenvolvimento de sistemas visando à otimização dos recursos.

O campo de trabalho inclui, ainda:

  • manutenção a redes de telecomunicações;
  • criação e construção de equipamentos;
  • manutenção e instalação de cabeamentos aéreos e subterrâneos;
  • planejamento de satélites artificiais e cabeamento por fibra óptica;
  • planejamento de redes de sinais digitais: centrais de transmissão, captação, codificação e retransmissão de dados.

Vamos saber mais sobre o curso de Engenharia de Telecomunicações? Continue a leitura!

Curso de Engenharia de Telecomunicações

Duração do curso

O curso é oferecido nas modalidades bacharelado e tecnólogo. Para ser um engenheiro bacharel, você estuda 5 anos, ou seja, 10 semestres (no mínimo). Se for reprovado e precisar repetir uma matéria que seja pré-requisito de outra — o que ocorre muito com Cálculo, por exemplo —, já pode contar um semestre a mais.

Por exemplo, quem reprova em Cálculo I, fica impedido de cursar Cálculo II, que seria feito no semestre seguinte. Por isso as pessoas acham que Engenharia é tão difícil e demorada!

Já o curso tecnológico Redes e Telecomunicações ou Sistemas de Telecomunicações pode ser completado em 4 semestres, em média. O recém-formado é absorvido rapidamente pelo mercado de trabalho, porém, recebe menos que o engenheiro e tem um campo de atuação menor.

Engenharia de Telecomunicações: estágio

Obrigatório para todas as modalidades, o estágio normalmente é cumprido a partir da segunda metade do curso, depois que o estudante já teve contato com as matérias básicas e começa, enfim, a mergulhar nas específicas.

É nesse momento que ele pode vivenciar o cotidiano da profissão e saber o que os engenheiros de telecomunicações fazem na prática. A universidade vai ajudar a organizar tudo, na hora certa. Então, não é preciso iniciar a graduação e sair correndo atrás de estágio!

Um professor, chamado de orientador, acompanha as atividades a serem desempenhadas na instituição que vai receber o aluno. Pode ser uma empresa de telecomunicações ou de TI, e até mesmo um órgão público responsável pelo assunto. Lá, ele também terá um supervisor que o auxiliará nas atividades.

Depois de cumprir horas, o estudante elabora um relatório final de estágio.

Engenharia de Telecomunicações: salário

Eis um ponto muito importante para ajudar a tomada de decisão: o salário! O engenheiro, de modo geral, não só recebe muito bem como também é um dos profissionais mais bem pagos do país. Nas Telecomunicações, não é diferente.

Um engenheiro de telecomunicações ganha por volta de R$ 9.965,95 mensais, por uma jornada de 41 horas semanais. Essa é a média nacional. Porém, há variações em função do tempo de experiência, do cargo ocupado, da tarefa desenvolvida etc.

A faixa salarial vai de R$ 6.800 (piso nacional) a R$ 14.600 (teto nacional), em valores aproximados. Obviamente, quem tem menos tempo de mercado recebe menos e quem já acumulou experiência garante seu lugar: é mais valorizado e ganha mais por isso.

Faculdades de Engenharia de Telecomunicações

Você acha que esta é a sua graduação: Engenharia de Telecomunicações? Pois bem, veja agora onde é possível fazer esse curso, em instituições de todo o país. Lembramos que, para entrar em uma universidade pública ou instituto federal, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido uma boa nota — falaremos mais sobre a nota de corte adiante.

Com essa nota, você se inscreve no Sistema de Seleção Unificado (Sisu) e garante a sua vaga! Agora, se quiser estudar em uma faculdade particular, também é possível usar o resultado do Enem para concorrer a uma vaga pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).

Veja algumas das melhores universidades, tanto públicas quanto particulares, de acordo com a avaliação de cursos do MEC:

  • Universidade de Brasília (UnB), Brasília (DF) — Engenharia de Redes de Comunicação;
  • Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL), Santa Rita do Sapucaí (MG — Engenharia Elétrica — ênfase em Telecomunicação;
  • Universidade de São Paulo (USP), Escola Politécnica, São Paulo (SP) — Engenharia Elétrica — ênfase em Telecomunicação;
  • Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau (SC);
  • Universidade La Salle (UNILASALLE), Canoas (RS);
  • Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói (RJ);
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal (RN);
  • Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém (PA);
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia (MG) — Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações;
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora (MG) — Engenharia Elétrica — Telecomunicações;
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campina Grande (PB) — Engenharia Elétrica — Telecomunicações;
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), São João da Boa Vista (SP);
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Limeira (SP);
  • Universidade Estácio de Sá (UNESA), Rio de Janeiro (RJ);
  • Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Belo Horizonte (MG) — Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações;
  • Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Campinas (SP);
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Fortaleza (CE);
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC), São José (SC);
  • Faculdade Estácio de Belém, Belém (PA);
  • Faculdade de Ciências e Tecnologia de Montes Claros (FACIT), Montes Claros (MG);
  • Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU), Recife (PE);
  • Centro Universitário FIEO (UNIFIEO), Osasco (SP);
  • Centro Universitário das Américas (CAM), São Paulo (SP);
  • Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). Juiz de Fora (MG).

Todas elas oferecem o curso de Engenharia de Telecomunicações na modalidade bacharelado e na forma presencial (exceto as que estão indicadas com outras denominações de curso).

Faculdade Engenharia de Telecomunicações RJ

No Rio de Janeiro, existem também opções de excelentes instituições para quem deseja cursar Telecomunicações. Veja as melhores, além das que já foram citadas:

  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro (RJ);
  • Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ): Unidade Maracanã, vespertino, Rio de Janeiro (RJ);
  • Instituto Militar de Engenharia (IME), Rio de Janeiro (RJ).

Este último, que é considerado de excelência e tem um dos vestibulares mais concorridos do país — em torno de 42 candidatos por vaga — oferece o curso de Engenharia de Comunicações.

engenharia de telecomunicações

Engenharia de Telecomunicações EAD

Ainda não existem instituições credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC) para oferecer o curso de graduação Engenharia de Telecomunicações na modalidade ensino a distância (EAD).

A Universidade FUMEC, em Minas Gerais, já foi credenciada, mas ainda não iniciou as atividades para o curso de Sistemas de Telecomunicações.

O que você pode fazer é se matricular em um curso na modalidade tecnológico e, depois, buscar o diploma de engenheiro, caso não possa frequentar diariamente a faculdade. Nesse caso, a oferta é ampla:

  • Tecnologia em Telecomunicações;
  • Sistemas de Telecomunicações;
  • Telecomunicações: Conceitos e Tecnologias;
  • Redes e Telecomunicações.

Depois da graduação, o melhor a se fazer é buscar uma especialização, e é bom ir pensando e planejando o seu futuro. Existem várias instituições que oferecem pós-graduação lato sensu na área (todas credenciadas pelo MEC):

  • Faculdade Unileya, Rio de Janeiro (RJ): Engenharia de Redes e Telecomunicações, 360 h;
  • Faculdade Alfa América, Praia Grande (SP): Gestão de Redes e Telecomunicações, 420 h;
  • Faculdade Unileya, Rio de Janeiro (RJ): MBA em Telecomunicações com ênfase em Redes, Sistemas de Informação e Internet das Coisas, 360 h;
  • Escola Superior Aberta do Brasil (ESAB), Vila Velha (ES): MBA Profissional em Análise de Sistemas e Telecomunicações, 360 h;
  • Escola Superior Aberta do Brasil (ESAB), Vila Velha (ES): Sistemas de Telecomunicações, 480 h.

Grade curricular de Engenharia de Telecomunicações

Como você sabe, a engenharia é uma área para quem gosta de números e, por isso, a grade curricular do curso está recheada deles! Nas universidades, faculdades e centros universitários, cada disciplina é chamada de componente curricular, e ela pode ser obrigatória, optativa ou eletiva.

É preciso cumprir um número mínimo de horas para obtenção do diploma. Em Engenharia, são mais de 3.600 horas, que incluem estágio, aulas, atividades, laboratórios. Vamos ver, na prática, como funciona um curso?

Engenharia de Telecomunicações: UFSM

Tomamos por base o curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Veja as disciplinas obrigatórias (aqui, elas estão separadas por ano). Note que vão ficando mais específicas à medida que o curso avança.

1º ano

  • Algoritmos e Programação;
  • Cálculo A;
  • Introdução a Telecomunicações;
  • Noções de Geometria Descritiva;
  • Química Geral para Engenharia;
  • Álgebra Linear com Geometria Analítica;
  • Cálculo B;
  • Cálculo Numérico A;
  • Engenharia de Segurança;
  • Estatística Aplicada A;
  • Física Geral e Experimental I;
  • Meio Ambiente, Energia e Sustentabilidade;
  • Noções de Desenho Técnico.

2º ano

  • Circuitos Digitais I;
  • Desenho Digital para Engenharia Elétrica;
  • Eletromagnetismo I;
  • Equações Diferenciais A;
  • Física Geral e Experimental II;
  • Materiais Eletrônicos e Elétricos;
  • Mecânica dos Sólidos A;
  • Circuitos Digitais II;
  • Circuitos Elétricos I;
  • Eletromagnetismo II;
  • Engenharia Econômica;
  • Equações Diferenciais B;
  • Fenômenos de Transferência;
  • Variável Complexa.

3º ano

  • Circuitos Elétricos II;
  • Dispositivos e Circuitos Eletrônicos I;
  • Fundamentos da Conversão Eletromecânica de Energia;
  • Medidas Elétricas e Eletrônicas;
  • Processos Estocásticos;
  • Sinais e Sistemas;
  • Telecomunicações I;
  • Antenas e Propagação de Ondas;
  • Análise e Projeto de Sistemas Lógicos Programáveis;
  • Dispositivos e Circuitos Eletrônicos II;
  • Redes de Computadores;
  • Sistemas Lineares;
  • Sistemas Operacionais EC;
  • Telecomunicações II.

4º ano

  • Dispositivos e Circuitos Eletrônicos III;
  • Fundamentos de Legislação para Engenharia;
  • Instalações Elétricas;
  • Metodologia Científica;
  • Micro-ondas e Linhas de Transmissão;
  • Processamento Digital de Sinais para Telecomunicações;
  • Sistemas de Comunicação Móveis;
  • Comunicação Via Satélite;
  • Organização e Administração de Empresas;
  • Projeto de Filtros Digitais;
  • Redes Industriais;
  • Telefonia Fixa Moderna;
  • Trabalho de Conclusão I.

5º ano

  • Comunicação e Expressão;
  • Empreendedorismo;
  • Fundamentos de Eletrônica de Potência;
  • Instrumentação para Telecomunicações;
  • Sistemas de Comunicação Óptica;
  • Trabalho de Conclusão II.
  • Estágio Supervisionado.

Todos esses componentes curriculares obrigatórios, mais as optativas, totalizam 3.885 horas de estudo, incluindo aulas e atividades, na UFSM. São 1.500 horas direcionadas ao currículo básico, 600 horas para os conteúdos específicos e mais 1780 horas para os profissionalizantes.

Parece muito, mas não é impossível para quem é apaixonado pelo que faz! Lembra que falamos do estágio? Aqui, ele tem duração de 1 semestre (dura todo o 10º período) e o aluno precisa cumprir 405 horas.

Quer saber quais são as optativas?

  • Libras;
  • Laboratório de Comunicações Digitais;
  • Fundamentos de Topografia e de Geodésia;
  • Gerenciamento de Redes;
  • História e Cultura Afro-brasileira;
  • Microcontroladores para Telecomunicação;
  • Organização de Computadores;
  • Planejamento e Projeto de Redes;
  • Processamento de Sinais em Arranjos;
  • Segurança de Rede.

Analisando essa grade curricular, você consegue ter noção do que vem pela frente, não é verdade? Não é um curso considerado fácil, mas, no mínimo, é instigante pensar que você vai aprender tudo isso e saber desenvolver e implantar uma rede de telefonia móvel, por exemplo, ou cuidar da rede de dados de uma grande empresa. Quanta responsabilidade!

Porém, antes de entrar na faculdade de Engenharia, é preciso passar pela prova do Enem e de alguns vestibulares, como o da Fuvest, dependendo de onde você quer estudar.

Nota de corte: Engenharia de Telecomunicações

Você já sabe, mas não custa lembrar: a nota de corte é aquela pontuação mínima que você precisa tirar no Enem para ingressar no curso que deseja, via Sisu ou Prouni.

A média entre as instituições que oferecem o curso de graduação em Engenharia de Telecomunicações é 679,40. Veja, a seguir, quais são as maiores notas de corte para esse curso, onde ele é oferecido e o turno:

  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE): Campus de Fortaleza, matutino, Fortaleza (CE) — 817 pontos;
  • Universidade Federal do Pará (UFPA): Cidade Universitária José da Silveira Netto, matutino, Belém (PA) — 774 pontos;
  • Universidade Federal do Pará (UFPA): Cidade Universitária José da Silveira Netto, vespertino, Belém (PA) — 750 pontos;
  • Universidade Federal Fluminense (UFF): Campus da Praia Vermelha, integral, Niterói (RJ) — 731 pontos;
  • Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ): Unidade Maracanã, vespertino, Rio de Janeiro (RJ) — 724 pontos;
  • Universidade Federal do Ceará (UFCE): Fortaleza, integral, Fortaleza (CE) — 688 pontos;
  • Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR): Campus Curitiba — Sede Centro, noturno, Curitiba (PR) — 672 pontos;
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM): Campus — Santa Maria — Camobi, integral, Santa Maria (RS) – 672 pontos;
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA): Campus Belém, vespertino, Belém (PA) — 656 pontos;
  • Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ): Campus Alto Paraopeba, noturno, Ouro Branco (MG) — 635 pontos.

Abaixo, listamos os cursos com as menores notas de corte:

  • Fundação Universidade Federal do Pampa (Unipampa): Campus Alegrete, integral, Alegrete (RS) — 590 pontos;
  • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB): Campus João Pessoa, noturno, João Pessoa (PB) — 603 pontos;
  • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam): Campus Manaus — Distrito Industrial, noturno, Manaus (AM) — 614 pontos;
  • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF): Campus Campos — Centro, noturno, Campos dos Goytacazes (RJ) — 628 pontos;
  • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC): Campus São José, integral, São José (SC) — 634 pontos.

Dá para perceber como as notas não têm tanta variação assim. Portanto, tenha em mente que é preciso se dedicar aos estudos antes do Enem e garantir uma nota boa, pois a concorrência, apesar de grande, não supera a de outros cursos como Medicina, que têm nota de corte 883, Direito, com 851, e outras engenharias, nesses valores também.

Use esses dados a seu favor e pense em qual vaga que você quer ocupar, ok?

torre de energia engenharia de telecomunicações

O profissional de Engenharia de Telecomunicações

Para ingressar no mercado e ser considerado um engenheiro de telecomunicações profissional, após adquirir o diploma é preciso se cadastrar no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).

A profissão é regida pela Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966. Dessa forma, há toda uma legislação que defende o trabalhador, desde a sua segurança ao salário justo.

Esse profissional sai da graduação pronto para encarar o mercado de trabalho. Como a demanda é muito alta, não é raro ver alunos dos últimos períodos já empregados ou fazendo estágios remunerados.

O certo é que, como em todas as profissões, quem se dedica ao curso e procura estar sempre se atualizado (estamos falando de um mundo todo voltado para a tecnologia, não se esqueça!) não encontra dificuldade em trabalhar na área.

Perfil do profissional

Eu ouvi tecnologia? Hein? Quem está antenado, sabe das novidades e lançamentos de aparelhos, é curioso sobre a forma de transmissão de dados pelos mais variados canais e processos e, ainda, é fera em Cálculo tem o perfil desejado para o curso de Engenharia de Telecomunicações.

Mercado de trabalho

O desenvolvimento das telecomunicações acelerou o processo de globalização e, ao mesmo tempo, a área foi afetada por ele. As transformações que vivemos demandam um enorme número de profissionais para instalar, manter e administrar sistemas envolvendo rádio, TV, telefonia e internet, já que todas as pessoas e empresas precisam se comunicar e desejam estar conectadas.

Por isso, a demanda é alta e o mercado de trabalho está aquecido, sem previsão de desacelerar já que as inovações não param também, não é? O trabalho pode ser feito em concessionárias de telefonia e internet, redes de computadores, rádios e televisões.

O engenheiro pode atuar também em indústrias eletroeletrônicas, nos órgãos do governo que regem as telecomunicações, como a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), e, ainda, com pesquisa e ensino em tecnologia da área. Nesse caso, é preciso fazer mestrado ou doutorado.

Escolher a carreira não é, realmente, uma decisão fácil. Sabemos disso, e por isso fizemos este guia para ajudar a tirar suas dúvidas sobre a Engenharia de Telecomunicações. Afinal, é preciso buscar todas as informações antes de se inscrever no curso, não é mesmo?

Conte com o nosso plano de estudos e se prepare da melhor forma para a prova do Enem. É ela que vai marcar o início do seu sucesso! Conte também com as videoaulas, o banco de exercícios e todo o conteúdo do blog do Stoodi. Estamos com você!